Depois de quase duas décadas fora do alcance de muitos jogadores, Wild Arms 4 está voltando oficialmente aos consoles PlayStation. O JRPG, lançado originalmente para PlayStation 2 em 2006, passa a integrar o catálogo de Clássicos do PlayStation Plus Premium, permitindo que assinantes joguem o título em PS4 e PS5. A chegada marca um retorno importante para uma das franquias mais queridas do gênero, especialmente para quem acompanhou a série desde os primeiros jogos.
De acordo com a atualização do serviço, Wild Arms 4 ficou disponível a partir de 21 de abril para assinantes do PS Plus com acesso ao Premium. Na prática, isso significa que o jogo entra no ecossistema atual da Sony sem exigir que o público recorra a consoles antigos ou mídias específicas. Para a comunidade, a notícia tem um peso simbólico: o título era frequentemente lembrado como uma “peça faltante” dentro da trajetória mais recente da franquia no PlayStation.
Wild Arms 4 no PS Plus Premium: o que você precisa saber
A inclusão de Wild Arms 4 no catálogo do PS Plus Premium também reforça uma tendência que já vinha sendo observada: a série Wild Arms vem sendo reintroduzida gradualmente na loja e nos serviços digitais da PlayStation. Os três primeiros jogos já haviam sido disponibilizados anteriormente na PlayStation Store, e a chegada do quarto título cria uma ponte mais completa para quem quer acompanhar a história em ordem.
No enredo, Wild Arms 4 se passa no planeta Filgaia, um mundo futurista e marcado por conflitos. A trama acompanha Jude Maverick, um garoto que vive em um assentamento flutuante chamado Ciel. Tudo muda quando o mundo “cai do céu”, forçando Jude a sair para o exterior e atravessar Filgaia.
A partir daí, o protagonista passa a lidar com as consequências da guerra e com mecanismos de controle, enquanto descobre que existe uma conspiração maior por trás do que aconteceu. Jude não enfrenta essa jornada sozinho: ao longo do caminho, ele se une a personagens que ajudam a moldar tanto o ritmo da aventura quanto o desenvolvimento do grupo.
Entre eles estão Yulie, uma garota misteriosa mantida em cativeiro; Arnaud, um mercenário que vive de oportunidades; e Raquel, uma espadachim habilidosa. Essa composição de elenco contribui para que o jogo tenha um foco mais centrado em personagens do que em apenas “missões” pontuais.

HEX: o sistema de batalhas que marcou a geração
Além do retorno em si, Wild Arms 4 também chama atenção por mudanças relevantes em sua mecânica de combate. O jogo introduz o sistema HEX, em que as batalhas acontecem em uma grade composta por sete hexágonos. Em vez de posições fixas, personagens e inimigos ocupam essas casas, e as ações podem afetar áreas inteiras, não apenas alvos individuais.
Esse formato muda a dinâmica do turno a turno. Em vez de pensar apenas em “quem ataca quem”, o jogador precisa considerar o posicionamento na grade e como cada ataque pode impactar zonas específicas. O resultado é um combate que tende a ser mais estratégico e, ao mesmo tempo, mais rápido do que em entradas anteriores da franquia.
Fora das batalhas, o jogo também aposta em exploração com elementos de plataforma e quebra-cabeças em dungeons. Jude ganha ferramentas e habilidades específicas para interagir com diferentes ambientes, o que dá variedade ao ritmo da progressão.
Em conjunto, essas escolhas ajudam a explicar por que Wild Arms 4 é lembrado como um capítulo de transição: ele mantém a identidade da série, mas adota uma abordagem mais moderna em comparação com o clima mais “velho oeste” dos primeiros jogos.
Recepção dividida: localização e impacto no 100% do jogo
Apesar de ter conquistado fãs ao longo do tempo, Wild Arms 4 teve uma recepção que não foi unânime. Parte da controvérsia está ligada à localização do jogo para o mercado norte-americano. Alguns elementos do conteúdo original foram alterados, e isso afetou diretamente a experiência de quem buscava completar tudo.
Dois monstros — Dalawa Bunny e Accident Rabbit — foram removidos da versão do port, embora continuassem listados no jogo. Na prática, isso impedia que jogadores conseguissem atingir 100% de conclusão, já que os itens necessários para completar a coleção não estavam disponíveis como deveriam.
Além disso, houve críticas relacionadas à mudança de estilo em relação aos três primeiros Wild Arms. Para parte do público, a transição visual e de abordagem não soou tão alinhada com o que havia sido estabelecido anteriormente. Com isso, o jogo acabou ficando com uma nota de 69/100 no Metacritic, um número que reflete bem o caráter “divisivo” do título.
Mesmo assim, a história não termina aí. Ao longo dos anos, Wild Arms 4 ganhou uma base de fãs que defende o jogo como subestimado, destacando justamente o sistema de combate, a evolução do ritmo e a forma como o enredo conecta diferentes partes da franquia.
Outros jogos chegam ao PS Plus na mesma semana
A atualização do serviço não traz apenas Wild Arms 4. Na mesma janela de 21 de abril, outros títulos também foram adicionados ao PS Plus Extra, ampliando o catálogo para assinantes com acesso ao nível intermediário do serviço.
Entre os jogos citados na lista de novidades estão Horizon Zero Dawn Remastered (PS5), The Crew Motorfest (PS4 e PS5), Football Manager 26 Console (PS5), Warriors: Abyss (PS4 e PS5), Squirrel with a Gun (PS5), The Casting of Frank Stone (PS5) e Monster Train (PS5). Com isso, a semana reforça o foco da Sony em misturar franquias conhecidas com experiências mais recentes e variadas.
Para quem acompanha o PlayStation Plus, a chegada de Wild Arms 4 funciona como um convite direto ao passado — mas com a comodidade do presente. E, para os fãs da série, o retorno do quarto capítulo pode ser visto como mais um passo na direção de completar a trilha da franquia no ecossistema moderno.
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Fonte: CBR (Wild Arms 4 Officially Returning to PlayStation Consoles After 20 Years).



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