O desempenho de Wicked For Good (Wicked: Parte 2) nas bilheterias continua chamando atenção — e não exatamente pelos motivos que a Universal esperava. Embora o filme tenha estreado com números monumentais, o fôlego evaporou rapidamente. A queda de 73% no terceiro fim de semana, considerada “assustadora” para produções desse porte, reacendeu debates sobre o futuro da franquia após o fechamento da duologia.
Wicked For Good enfrenta queda histórica
Se analisado isoladamente, o filme é um sucesso: cerca de US$ 297 milhões de dólares arrecadados nos EUA e aproximadamente US$ 440 milhões de doláres no mundo até o início de dezembro. Mas quando a comparação é feita com o fenômeno de 2024, o panorama muda. O primeiro Wicked fechou sua trajetória com impressionantes US$ 475 milhões domésticos e US$ 759 milhões de doláres globais — números que colocaram o musical entre os maiores da história recente do cinema.
A sequência até começou com vantagem. O fim de semana de estreia bateu US$ 147 milhões de doláres, ultrapassando com folga os US$ 112,5 milhões de doláres do original. O trio de dias — sexta, sábado e domingo — foi superior em todos os comparativos. A combinação de hype acumulado, pré-vendas intensas e a presença massiva do elenco nas mídias criaram uma onda avassaladora.
Mas a maré baixou cedo demais. A partir da primeira segunda-feira, o filme passou a registrar uma queda dia a dia em relação ao primeiro Wicked. No fim da primeira semana completa, já rendia 24% menos do que o original. O segundo fim de semana reforçou a curva descendente: US$ 62 milhões de doláres contra US$ 81 milhões de doláres da versão de 2024. E no terceiro, a disparidade explodiu — US$ 17 milhões de doláres contra US$ 36 milhões de doláres do antecessor.
Por que Wicked For Good perdeu força tão rápido?
Há fatores claros que ajudam a explicar o descompasso:
- Front-loading extremo: A legião de fãs aguardava a continuação há mais de um ano e correu aos cinemas nos primeiros dias. Isso concentrou parte expressiva da demanda no início, sem deixar “pernas” para as semanas seguintes.
- Recepção crítica mais fria: O primeiro filme abriu na casa dos 80% no Rotten Tomatoes; já a sequência estreou cerca de vinte pontos abaixo. Isso impactou diretamente o público casual — essencial para bilheterias duradouras.
- Concorrência feroz: Diferente do cenário do original, o novo filme disputa atenção com Zootopia 2 e Five Nights at Freddy’s 2, hits que capturaram fatias importantes do público jovem e familiar.
Ainda assim, o argumento da concorrência não explica tudo: o primeiro Wicked enfrentou Moana 2 e resistiu com sobras. Isso tem levado alguns analistas a sugerir que o público pode não ter se conectado tão profundamente com o tom, ritmo e escolhas criativas da segunda parte.
Números diários revelam tendência preocupante
Nos dias seguintes ao segundo fim de semana, o filme passou a ficar entre 50% e 60% abaixo do desempenho correspondente do original. Aos 17 dias em cartaz, já acumulava um déficit de aproximadamente 8% em relação ao primeiro filme — e a distância só aumentou com o terceiro fim de semana desastroso.
Com a curva de queda atual, analistas questionam até onde Wicked: For Good pode chegar. A marca de US$ 600 milhões de doláres globais, antes tratada como “o mínimo esperado”, agora parece distante. As discussões sobre o futuro do universo Oz começaram a circular em estúdios e redes sociais — uma mudança drástica considerando o impacto cultural da estreia de 2024.
Reações do público e rumores de bastidores
Apesar da queda brusca, a recepção do público segue positiva nas salas de cinema, com elogios ao espetáculo visual e às performances de Ariana Grande e Cynthia Erivo. Mas comentários mais ácidos têm circulado na internet, sugerindo que parte do comportamento excêntrico do elenco durante a divulgação teria gerado ruído na percepção geral do projeto.
Embora esses fatores sejam difíceis de medir, não é raro que grandes lançamentos sofram impacto quando a narrativa em torno deles muda — e, neste caso, o clima descontraído das atrizes acabou se tornando alvo de memes, manchetes e polêmicas inesperadas.
O futuro da franquia Wicked
No fim das contas, Wicked: For Good continua sendo um sucesso para os padrões de Hollywood e um marco gigantesco para o gênero musical. Mas, claramente, ele não repete o feito de seu antecessor. A performance mais modesta diminui as chances de que novas histórias do universo Oz sejam produzidas tão cedo, especialmente considerando o altíssimo custo envolvido.
O legado do primeiro filme permanece intacto — um voo grandioso. Já a sequência parece estar aterrissando antes da hora. Se Oz seguirá vivo nos cinemas, dependerá não apenas das bilheterias finais, mas também do interesse futuro do público em revisitar essa fantasia moderna.
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Fonte: thatparkplace



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