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Ubisoft cancela Assassin’s Creed pós-Guerra Civil por “motivos políticos”

Ubisoft cancela Assassin’s Creed pós-Guerra Civil por “motivos políticos”
Ubisoft cancela Assassin’s Creed pós-Guerra Civil por “motivos políticos”
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Uma reportagem recente revelou que a Ubisoft cancelou um projeto inédito da franquia Assassin’s Creed ambientado nos Estados Unidos logo após a Guerra Civil. O motivo? A desenvolvedora considerou o tema “político demais em um país instável”. O jogo teria como protagonista um ex-escravo que se juntaria à Irmandade dos Assassinos durante o turbulento período da Reconstrução.

A informação veio à tona por meio do jornalista Stephen Totilo, do Game File, que conversou com cinco funcionários atuais e ex-funcionários da Ubisoft, todos sob anonimato. Segundo eles, o título — planejado como sequência direta de Assassin’s Creed Shadows (2024) — foi arquivado por medo de reação negativa nos Estados Unidos.

Um cenário inexplorado: a era da Reconstrução

A proposta do jogo chamava atenção por situar a narrativa no pós-Guerra Civil Americana, período de 1865 a 1877. Seria a primeira vez que a franquia abordaria de forma direta os efeitos da escravidão e a fundação de organizações como a Ku Klux Klan.

O protagonista seria um homem negro recém-liberto, que, ao migrar para o Oeste em busca de liberdade, acabaria recrutado pela Irmandade. A trama envolveria conspirações no Sul e conflitos ligados à resistência dos ex-Confederados ao novo status social dos ex-escravizados.

Funcionários afirmaram que o projeto foi recebido internamente com entusiasmo, mas acabou travado por “decisões políticas e receio de controvérsias”.

Yasuke (Tongayi Chirisa) derrota um inimigo no campo de batalha em Assassin's Creed Shadows (2024), Ubisoft
Yasuke (Tongayi Chirisa) derrota um inimigo no campo de batalha em Assassin’s Creed Shadows (2024), Ubisoft

Medo do clima político americano

Três fontes confirmaram que a decisão final partiu da sede da Ubisoft em Paris. As justificativas oficiais foram duas:

  1. O backlash online após o anúncio de Yasuke, o samurai negro protagonista de Assassin’s Creed Shadows.
  2. A percepção de que o clima político dos EUA estava “tenso e instável”.

Um dos entrevistados resumiu: “Era um jogo interessante, mas a empresa o considerou muito político para o momento atual.”

Ubisoft entre o risco e a precaução

O cancelamento reflete a cautela da Ubisoft após anos de críticas — tanto por suposta “agenda progressista” quanto por evitar temas sociais. A empresa, que já enfrentou polêmicas internas e quedas de qualidade na franquia, tenta equilibrar relevância histórica e segurança comercial.

Especialistas em cultura digital destacam que o caso revela o temor das grandes publishers em tocar em feridas históricas, mesmo quando o contexto narrativo o justificaria. A escolha reforça uma tendência recente da indústria de evitar temas sensíveis ligados a política, raça e identidade.

Impacto na franquia e no público

O público reage com divisão. Parte dos fãs lamenta o cancelamento de um cenário tão pouco explorado e com grande potencial de inovação. Outros defendem que a Ubisoft priorize estabilidade e evite “guerras culturais”.

Para analistas, o movimento também simboliza a crise criativa enfrentada pela empresa, que busca reposicionar a série com Assassin’s Creed Shadows após anos de desgaste.

Apesar das críticas, o jogo cancelado poderia ter trazido um novo olhar sobre a história americana, alinhando a temática da liberdade — central na franquia — com um contexto real de reconstrução social.

O que virá a seguir?

Com Assassin’s Creed Shadows previsto para novembro de 2024, a Ubisoft concentra esforços em sua recepção global. Ainda assim, rumores indicam que a ideia do projeto cancelado pode ser reaproveitada futuramente, talvez em um spin-off ou série paralela.

Enquanto isso, a comunidade gamer debate: é possível criar grandes narrativas históricas sem tocar em política? Ou toda história humana, por natureza, é política?


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Fonte: boundingintocomics

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