Você acredita em monstros? Porque depois de assistir ao trailer insano de Dust Bunny (O Monstro do Meu Quarto), talvez comece a acreditar — ou a duvidar de tudo. O filme de estreia de Bryan Fuller nos cinemas, conhecido pelas obras visuais e psicológicas como Hannibal e Pushing Daisies, promete um mergulho sombrio, emocional e visualmente espetacular em um mundo onde monstros podem estar tanto debaixo da cama quanto dentro da mente.
E sim, ele trouxe Mads Mikkelsen de volta. Junte isso a Sigourney Weaver empunhando pistolas acopladas em saltos altos e um enredo que mistura conto de fadas sombrio com ação brutal, e você tem o filme mais imprevisível de dezembro.
Monstros precisam de amor também… ou só um bom assassino
Na trama de Dust Bunny, a jovem Aurora (Sophie Sloan) perde sua família e acredita que um monstro real — literal — é o responsável. Sua salvação? Um vizinho misterioso (Mikkelsen) que, por acaso, é um assassino profissional que “mata monstros de verdade”. Ou seja, perfeito para o trabalho. O detalhe? Talvez o tal monstro seja só um reflexo das mortes causadas por ele mesmo. E a garota esteja só no caminho de um ajuste de contas sangrento.
O trailer é um espetáculo à parte: sombras dramáticas, cores densas, figurinos absurdamente simbólicos e um ritmo que confunde o espectador sobre o que é real e o que é imaginado. Bryan Fuller faz jus à sua reputação de mestre do surreal e entrega, em menos de dois minutos, mais conceito e atmosfera do que muitos filmes inteiros.
Deaths, daddy issues e stiletto pistols
Prepare-se para ver Mads Mikkelsen no seu modo favorito: o assassino letal com coração quebrado, relutantemente envolvido com uma criança que desperta sua humanidade perdida. Uma dinâmica que já funcionou em dezenas de filmes, mas que, nas mãos de Fuller e com Mikkelsen no controle, ganha um peso emocional bem mais denso e ameaçador.
Sigourney Weaver também não passa despercebida: sua personagem, ainda envolta em mistério, aparece em cenas de confronto direto com os protagonistas, usando saltos com pistolas acopladas — uma imagem que já vale o ingresso. E como bônus, o sempre eficiente David Dastmalchian também aparece no elenco, garantindo intensidade nos momentos certos.
Fuller brinca com a pergunta central: o que é um monstro?
O trailer de Dust Bunny deixa claro que o filme não é só sobre monstros literais. Ele propõe uma reflexão constante: os monstros são reais ou são metáforas para o trauma, para a perda, para o instinto de matar? Ou, talvez, todos esses ao mesmo tempo?
Em uma cena, vemos Aurora questionar a existência do monstro. Em outra, Mikkelsen hesita antes de puxar o gatilho. O trailer consegue, de forma sutil e inteligente, levantar questões morais profundas sem nunca perder o senso de estilo ou ritmo. E isso é puro Bryan Fuller.
Estreia marcada para dezembro
Dust Bunny chega aos cinemas em 12 de dezembro, distribuído pela Lionsgate e Roadside Attractions. Para quem acompanha o trabalho de Fuller ou é fã de cinema com visual marcante e narrativas fora do padrão, esse é o evento cinematográfico obrigatório do mês.
E não se engane: mesmo com monstros, tiroteios e assassinatos, esse é um filme que também fala sobre fé, dor e redenção. Um conto de fadas sombrio para adultos — com sangue, silêncio e talvez até esperança.

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Fonte: nerdist



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