Spook-A-Boo, jogo de aventura cooperativa com temática de caça a fantasmas, segue em desenvolvimento para o Nintendo Switch. A novidade foi divulgada pela Soft Source Publishing e pela Wala Interactive, que apresentaram o projeto como uma homenagem ao clima de desenhos animados de “sábado de manhã” — com referências que evocam tanto Scooby-Doo quanto clássicos do imaginário de caça a fantasmas, como Ghostbusters.
O anúncio também reforça o foco do título: em vez de apostar em uma experiência solitária e tensa, a proposta é reunir até quatro jogadores para integrar o Departamento de Entidades Dimensionais (D.E.D) e atravessar cenários variados em busca de fantasmas “travessos”, que aparecem fora do lugar e parecem se divertir com a confusão. A ideia é que a caça seja menos sobre precisão absoluta e mais sobre colaboração, observação do ambiente e improviso em grupo.
Uma “carta de amor” ao multiplayer caótico
O tom de Spook-A-Boo é assumidamente leve. Em declarações divulgadas junto ao anúncio, a cofundadora da Wala Interactive, Megha Gupta, descreveu o jogo como algo que vai além de capturar fantasmas. Segundo ela, a experiência funciona como uma “carta de amor” para uma época em que o multiplayer era sinônimo de reunir amigos em casa, conectar um segundo controle (ou até três) e compartilhar a mesma tela.
Esse posicionamento ajuda a entender o tipo de diversão que o estúdio pretende entregar: um ritmo que convida à participação de todos, com mecânicas pensadas para funcionar tanto com amigos próximos quanto em partidas online. A promessa é de que o jogo não trate cada encontro como um teste de habilidade isolado, mas como uma oportunidade de rir, coordenar ações e, quando necessário, aceitar o caos como parte do caminho.
Física, gadgets e o botão para “chutar coisas”
Para capturar as entidades, os jogadores contam com um arsenal de gadgets e com uma mecânica central baseada em quebra-cabeças que utilizam física. Na prática, isso significa que a captura não depende apenas de reflexos ou de mirar com precisão. O jogo propõe que os jogadores observem o cenário, atraiam os fantasmas para posições específicas e usem ferramentas para criar oportunidades — como se a investigação fosse também uma espécie de “engenharia” improvisada.
Entre os recursos mencionados, chama atenção a presença de um botão dedicado a uma ação pouco convencional: “para simplesmente chutar coisas”. Embora pareça um detalhe de humor, esse tipo de escolha costuma indicar a intenção do time de manter a experiência orgânica, permitindo que o jogador experimente o ambiente e encontre soluções de forma menos engessada. Em um jogo cooperativo, isso tende a ser especialmente importante, porque a graça muitas vezes está em testar possibilidades em conjunto e ver como cada um reage ao que o outro faz.
Além disso, Spook-A-Boo alterna momentos de tensão e caos. A proposta é começar com um clima mais assustador, mas evoluir para situações em que a coordenação vira parte do desafio: os jogadores precisam se organizar, improvisar estratégias e lidar com fantasmas que não ficam parados. O resultado esperado é uma experiência que mistura suspense leve com a bagunça típica de partidas cooperativas.
Estrutura com 28 níveis e quatro mundos
O conteúdo do jogo será organizado em 28 níveis, distribuídos por quatro mundos com identidades visuais e temáticas distintas. Entre os cenários citados estão a Terra dos anos 80, a Índia Antiga, a Cidade a Vapor e um ambiente de Ficção Científica. Essa variedade deve influenciar diretamente a forma como os jogadores abordam cada fase, já que cada mundo pode exigir soluções diferentes para localizar e capturar os fantasmas.
Outro elemento destacado é a presença de fantasmas chefes. A estrutura descrita pelas editoras indica que cada chefe terá fraquezas que precisam ser descobertas antes de serem derrotados e capturados com sucesso. Esse tipo de design costuma criar objetivos mais claros durante as lutas: em vez de depender apenas de dano ou de repetição, o jogador é incentivado a observar padrões, testar hipóteses e ajustar a estratégia até encontrar o ponto fraco da entidade.
Coop local e online para até quatro jogadores
O coração de Spook-A-Boo é a colaboração. O jogo foi desenhado para ser altamente cooperativo, com ênfase na exploração de níveis variados e na necessidade de otimizar estratégias em conjunto. Isso pode envolver desde dividir tarefas durante a investigação até combinar gadgets para atrair e prender fantasmas com mais eficiência.
Para atender diferentes formas de jogar com amigos, o título terá modo cooperativo local e multiplayer online, com suporte para até quatro jogadores. Na prática, isso permite desde sessões em casa — reforçando a nostalgia do multiplayer em sala — até partidas com pessoas que não estão no mesmo ambiente, mantendo a proposta de “caçar juntos” mesmo à distância.
As informações divulgadas também sugerem que o jogo pode acomodar estilos diferentes de participação. Há espaço para uma abordagem mais casual, enquanto outros jogadores podem buscar desempenho mais alto, correndo para alcançar objetivos e pontuações. Ao longo das partidas, o sistema de recompensas e segredos deve incentivar a repetição e a exploração, já que a melhor rota nem sempre aparece de primeira.
Trailer e o que esperar do lançamento no Switch
O anúncio veio acompanhado de um trailer, que serve como primeiro contato com a atmosfera do projeto e com a forma como os jogadores interagem com o ambiente e com as entidades. O vídeo está disponível no YouTube e ajuda a visualizar o estilo de apresentação do jogo, alinhado ao clima de animação e ao humor da proposta.
Por enquanto, o que está confirmado é que Spook-A-Boo segue em desenvolvimento para o Nintendo Switch, com foco em uma experiência cooperativa leve e inspirada em referências de desenhos e jogos clássicos de caça a fantasmas. Conforme o projeto avança, a expectativa é que novas informações sobre cronograma, modos adicionais e detalhes de jogabilidade sejam divulgadas pelas equipes responsáveis.
Fonte: nintendo-insider



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