O PlayStation 5 já está no sexto ano de seu ciclo de vida — fase em que consoles costumam se aproximar de uma transição geracional. Ainda assim, a Sony indica que a plataforma segue forte, com demanda estável e, mais recentemente, um reajuste global de preços. A partir de abril, o PS5 padrão passa a custar US$ 649,99 (cerca de R$ 3.200 a R$ 3.300; antes, US$ 549,99, cerca de R$ 2.700 a R$ 2.800), enquanto o PS5 Pro também subiu, de US$ 800 para US$ 900 (aproximadamente de R$ 4.000 para R$ 4.500).
Sem um cronograma confirmado para um sucessor, o PS5 segue como principal plataforma para quem busca os lançamentos mais bem avaliados. Para quem está decidindo o que jogar — ou quer saber o que realmente vale a pena —, a seguir estão os dez jogos de 2026 com melhor recepção até agora, com base nas notas do Metacritic e nos destaques da crítica.
1. Resident Evil Requiem (Metacritic: 89)

Entre os destaques do ano, Resident Evil Requiem aparece como um candidato forte a jogo do ano. A avaliação do público e da crítica aponta para um equilíbrio cuidadoso entre exploração atmosférica e momentos de ação mais intensa, mantendo o clima de tensão que se tornou marca registrada da franquia.
O jogo alterna sequências investigativas mais silenciosas com confrontos que elevam a pressão, criando um ritmo que prende sem cansar. Os ambientes são detalhados e desenhados para sustentar o medo: iluminação, design de som e storytelling ambiental trabalham juntos para reforçar a sensação de ameaça constante. Ao mesmo tempo, as atuações dos personagens ajudam a dar peso emocional ao enredo, mostrando como a série continua evoluindo sem perder a identidade.
2. Nioh 3 (Metacritic: 86)
Nioh 3 segue a tradição da Team Ninja ao expandir o universo de fantasia samurai com um mundo mais amplo e sistemas de progressão mais flexíveis. O combate, baseado em timing e precisão, permanece no centro da experiência — mas agora com habilidades que incentivam estilos de jogo diferentes, permitindo que cada jogador encontre seu próprio caminho para enfrentar os desafios.
As batalhas continuam exigentes, pedindo observação constante e domínio de mecânicas. A expansão dos cenários também abre espaço para exploração, sem comprometer o desenho apertado do combate. Para quem gosta de jogos em que a habilidade pesa de verdade e a profundidade técnica é parte do prazer, Nioh 3 se mantém como uma referência dentro do gênero.
3. Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection (Metacritic: 86)
Em vez de seguir o formato principal de Monster Hunter, a série Stories aposta em combate por turnos e em uma narrativa mais focada na relação entre cavaleiros e monstros. Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection aprofunda esses elementos, trazendo um sistema de batalhas mais complexo e uma história que explora o vínculo entre quem guia e quem é guiado.
O jogo introduz novas regiões e criaturas, enquanto refina a apresentação visual. O ritmo alterna exploração e combate de forma equilibrada, oferecendo acessibilidade sem abrir mão de profundidade. No conjunto, Twisted Reflection se destaca como uma entrada particularmente completa dentro do universo maior da Capcom, reforçando o apelo da franquia para além das caçadas tradicionais.
4. Rune Factory: Guardians of Azuma (Metacritic: 85)
Rune Factory: Guardians of Azuma marca o retorno de uma série longa e querida, agora com um cenário inspirado em mitologias orientais. O jogo distribui o tempo do jogador entre atividades do cotidiano — como cultivar terras e construir relacionamentos — e momentos de combate que incorporam elementos de action RPG.
O ponto forte está justamente no equilíbrio: agricultura, criação de itens e interações sociais têm o mesmo peso que as lutas. Esse ciclo cria uma rotina variada, que tende a manter o interesse mesmo para quem prefere uma experiência menos frenética. O ritmo mais calmo também funciona como contraste com títulos mais intensos, colocando progressão, desenvolvimento de personagens e construção de vida no centro da diversão.
5. Super Bomberman Collection (Metacritic: 85)
Para quem busca partidas rápidas e competitivas, Super Bomberman Collection revisita um dos formatos mais duradouros do multiplayer. A coleção reúne clássicos da franquia e os atualiza com recursos modernos, preservando a simplicidade que sempre fez Bomberman funcionar tão bem.
O núcleo da jogabilidade continua o mesmo: arenas em grade, bombas para prender adversários e decisões rápidas sobre posicionamento. A acessibilidade ajuda a entrar no ritmo em poucos minutos, enquanto a estratégia garante que as partidas não percam profundidade com o tempo. No fim, a coleção funciona como uma demonstração de que uma fórmula bem desenhada pode atravessar gerações sem perder relevância.
6. The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon (Metacritic: 84)
O universo de The Legend of Heroes segue expandindo com mais um capítulo de Trails. Trails Beyond the Horizon é descrito como uma conclusão épica do arco de Calvard e, ao mesmo tempo, um ponto de virada importante para a narrativa compartilhada do mundo da série.
Falcom mantém o foco em world-building e em histórias interligadas, com personagens e tramas que se acumulam aos poucos. O jogo usa mecânicas já conhecidas e introduz refinamentos em combate e progressão, mas o que realmente sustenta a experiência é o enredo: relações, tensões políticas e linhas de plot que se desenrolam com calma, recompensando quem acompanha a franquia.
Para novos jogadores, a proposta pode exigir mais paciência, já que a profundidade e a continuidade são parte do charme. Ainda assim, para quem já está dentro do universo, o título aparece como um marco de continuidade e evolução.
7. BlazBlue Entropy Effect X (Metacritic: 84)
BlazBlue Entropy Effect X faz uma mudança de formato ao se afastar das origens como jogo de luta. Aqui, a franquia é reinterpretada como um roguelike de ritmo acelerado, com progressão por estágios gerados de forma procedural e combinações de habilidades e upgrades a cada nova tentativa.
Apesar da troca de estrutura, a transição funciona porque o jogo preserva o estilo de combate característico de BlazBlue. O movimento continua fluido e expressivo, enquanto o roguelike incentiva experimentação constante. O resultado é uma forma de evoluir uma marca conhecida sem apagar o que a tornava especial.
8. MIO: Memories in Orbit (Metacritic: 83)
Com foco em exploração e atmosfera, MIO: Memories in Orbit se destaca por visuais marcantes, um mundo grande e uma ambientação que prende pela sensação de descoberta. A história acompanha uma protagonista solitária em uma instalação orbital distante, onde fragmentos de uma civilização perdida começam a surgir.
O jogo aposta em storytelling ambiental e em uma progressão gradual, incentivando o jogador a observar e explorar em vez de correr para concluir objetivos. A força do título está no clima: o cenário parece vasto e isolado, com design visual e som contribuindo para uma tensão silenciosa. O ritmo mais lento, nesse caso, não é defeito — é parte do que torna a experiência memorável.
9. Under The Island (Metacritic: 83)
Under The Island é um jogo independente de ação-aventura que combina charme, desafios e um humor leve. A proposta é recheada de variedade e segredos, com exploração guiada pela curiosidade e por pequenas pistas espalhadas pelo mundo.
O cenário é uma ilha estilizada, com áreas escondidas e uma narrativa contada em fragmentos. O jogador pode avançar no próprio ritmo, descobrindo aos poucos o que está por trás do lugar. O design incentiva atenção aos detalhes: mesmo em espaços relativamente compactos, há camadas de informação e recompensas para quem observa com cuidado.
O resultado é uma experiência calma e reflexiva, que foge do padrão de aventura apressada e aposta em descoberta gradual.
10. Ys X: Proud Nordics (Metacritic: 83)
Fechando a lista, Ys X: Proud Nordics chega como a forma “definitiva” de viver a aventura marítima de Adol e Karja, segundo avaliações destacadas por veículos especializados. O jogo mantém o foco no combate em tempo real, com controles responsivos e uma progressão constante que sustenta a sensação de evolução.
O título introduz mecânicas que tornam os encontros mais dinâmicos e amplia a exploração em ambientes ligados ao mar. O combate segue sendo o centro da experiência, equilibrando velocidade com acessibilidade: é um jogo que convida novos jogadores, mas ainda oferece profundidade para quem quer dominar o sistema.
Com isso, Proud Nordics reforça a consistência de Falcom e a força de uma franquia que continua encontrando maneiras de renovar sua fórmula sem perder o que a tornou popular.
Enquanto o PS5 segue sem um sucessor confirmado e ainda enfrenta mudanças de preço, a lista de lançamentos bem avaliados de 2026 mostra que a plataforma continua recebendo jogos capazes de sustentar o interesse do público. Para quem quer aproveitar o console agora, o ano está longe de ser uma pausa.
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Fonte: thenationalnews



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