O Sistema de Gestão para Empresas de Telecom, Linhas Telefônicas e IPTV
Animes

Este anime shonen é perfeito para quem gosta de “O Diabo Veste Prada”

Este anime shonen é perfeito para quem gosta de “O Diabo Veste Prada”
Este anime shonen é perfeito para quem gosta de “O Diabo Veste Prada”
Índice

Se você gostou de O Diabo Veste Prada por causa do jogo de poder por trás do glamour, Smile Down the Runway é uma aposta certeira. O anime de 2020 não é uma adaptação direta do filme, mas entrega uma sensação bem parecida: o mundo da moda parece brilhante por fora, enquanto exige resistência emocional e cobra resultados sem piedade.

Lançado em 2020, o anime de 12 episódios acompanha Ikuto Tsumara e Chiyuki Fujito, dois jovens que querem conquistar espaço na indústria fashion mesmo quando a vida parece colocar obstáculos no caminho. Para quem curte a tensão, a rivalidade e o aprendizado doloroso que fizeram O Diabo Veste Prada virar referência cultural, a obra japonesa entrega um clima muito parecido — só que com a energia e a emoção típicas do anime.

Chiyuki sonha em se tornar uma modelo famosa e finalmente brilhar na Paris Fashion Week. O problema é que sua estatura vira alvo de piadas constantes, como se o mundo exigisse um “padrão” impossível de alcançar. Ikuto, por sua vez, tem um talento que parece subestimado: ele se interessa por design e tem habilidades impressionantes de costura, mas o passado e a falta de oportunidades fazem com que seu potencial não seja reconhecido do jeito que ele merece. Quando uma chance surge em um estúdio de moda, os dois enxergam a possibilidade de transformar o sonho em realidade — até perceberem que a convivência no mesmo ambiente vai colocar suas ambições em choque.

É aí que a trama ganha força. Ikuto e Chiyuki passam a orbit ar em torno de Kokoro, uma modelo tímida, e de Toh, um designer consagrado. A dinâmica entre esses personagens cria um jogo constante de comparação, disputa e, ao mesmo tempo, colaboração inevitável. A rivalidade entre os dois lados — com estilos, personalidades e trajetórias bem diferentes — vira o coração emocional de Smile Down the Runway. E, para quem assistiu O Diabo Veste Prada, a sensação é familiar: não basta ter talento. É preciso aguentar pressão, lidar com críticas e entender quando vale a pena competir e quando vale a pena somar forças.

Moda como campo de batalha: por que Smile Down the Runway lembra “O Diabo Veste Prada”

Seria fácil para Smile Down the Runway romantizar a alta moda. Afinal, o setor tem cores, criatividade e momentos de brilho que combinam com a linguagem visual do anime. Mas a série acerta justamente por não tratar o caminho até o sucesso como algo simples. Ela mostra barreiras reais, humilhações e desafios que fazem parte do cotidiano de quem tenta sobreviver em um universo que valoriza aparência, performance e resultados. Em outras palavras: o anime não foge do lado duro da indústria.

Esse realismo é o que aproxima a obra do espírito de O Diabo Veste Prada. No filme, a protagonista Andy é lançada em um ambiente exigente, onde paixão e competência não garantem proteção. Há uma lógica tóxica de competição, hierarquia e desgaste emocional. Mesmo que o foco do filme seja uma revista de moda — e não a modelagem ou o design em si — a engrenagem é parecida: o sistema premia quem se adapta rápido e pune quem não acompanha o ritmo.

Em Smile Down the Runway, Ikuto e Chiyuki também enfrentam uma indústria que não perdoa. O anime deixa claro que o talento, sozinho, não abre portas. A série constrói a rivalidade entre Chiyuki e Kokoro, e entre Ikuto e Toh, como um reflexo do que acontece quando pessoas diferentes são colocadas sob as mesmas expectativas. O resultado é uma tensão que lembra o vai e vem entre Andy e Emily, além do peso da figura de Miranda Priestley, que representa o tipo de autoridade capaz de esmagar sonhos com uma frieza quase calculada.

Ao mesmo tempo, a obra japonesa não fica apenas no confronto. Ela evolui para um ponto importante: aprender a ter “pele grossa” não significa agir sozinho o tempo todo. O anime reforça que, em algum momento, é necessário entender quando a cooperação deixa de ser concessão e passa a ser estratégia. É uma lição que conversa diretamente com o arco de O Diabo Veste Prada, que também termina com uma sensação de amadurecimento, ainda que o caminho tenha sido duro.

Há ainda um detalhe curioso: os próprios títulos. O Diabo Veste Prada já carrega uma ironia que sugere o lado sombrio por trás do glamour. Smile Down the Runway faz algo semelhante, mas com uma proposta mais ambígua: ao mesmo tempo em que brinca com a ideia de “sorrir na passarela”, o título também aponta para a pressão e para os sonhos interrompidos que a indústria pode causar. Em ambos os casos, existe uma camada de crítica embutida, mesmo quando a narrativa tenta manter o tom de superação.

Anime e moda: uma relação que vai além do estilo

Smile Down the Runway não é um caso isolado. O anime tem uma relação longa com o universo fashion, e isso aparece em diferentes tipos de histórias. Algumas séries tratam o tema de forma mais realista, mostrando o esforço de quem estuda moda, tenta montar um negócio ou busca espaço em um mercado competitivo. Outras preferem um caminho mais fantasioso, usando roupas e estética como parte de um mundo maior, com regras próprias.

Entre os exemplos frequentemente citados quando o assunto é moda no anime estão Princess Jellyfish, Paradise Kiss e Neighborhood Story, que exploram o tema com base em perspectivas mais pé no chão. Já obras como Pretty Rhythm e HeartCatch PreCure! abordam a moda por um ângulo mais estilizado, em que o visual tem um papel quase narrativo. Mesmo títulos que não são “sobre moda” acabam destacando roupas marcantes, como acontece com séries shonen e shoujo que usam figurinos como assinatura de personagens.

Esse interesse não fica restrito ao papel. A cultura japonesa tem uma ligação forte com tendências e com a valorização do visual, e o anime funciona como um motor para isso. Não é raro ver colaborações entre marcas e franquias, além de linhas de roupas inspiradas em personagens. No mundo real, a moda também se aproxima do universo pop com campanhas e parcerias que reforçam o impacto do anime como linguagem estética.

Há exemplos conhecidos dessas conexões. Sailor Moon, por exemplo, já teve colaborações com marcas como Jimmy Choo e Chanel. SPY x FAMILY participou de uma campanha da Dior. E a lista de parcerias inclui até marcas que dialogam com o público infantil e familiar, como no caso de uma colaboração da Gucci com Doraemon. Em outro formato, franquias também inspiram coleções e eventos: houve, por exemplo, uma colaboração entre One Piece e a Dim Mak, ligada ao DJ Steve Aoki, associada à New York Fashion Week.

O fenômeno também aparece em referências dentro do próprio universo fashion. Vivienne Westwood, uma das designers mais influentes do século XX, já citou Nana, de Ai Yazawa, como um ponto importante para a moda inovadora. Ou seja: mesmo quando o anime não está “vendendo moda” diretamente, ele ajuda a moldar percepções sobre estilo, identidade e atitude.

O anime tem história completa — mas ainda abre espaço para continuação

Smile Down the Runway conta uma história fechada dentro de seus 12 episódios, com crescimento significativo de Chiyuki, Ikuto e do restante do elenco. Ainda assim, a série tem um detalhe que chama atenção para o futuro: o mangá é bem mais longo do que o anime cobriu. A obra em quadrinhos tem 22 volumes, mas a adaptação animada cobre apenas os eventos dos primeiros nove volumes, o que equivale a aproximadamente 35 capítulos — ou seja, menos da metade da história total.

Isso significa que existe material suficiente para uma continuação que mantenha o mesmo ritmo e aprofunde os arcos que ficaram de fora. E, além de simplesmente adaptar o restante do mangá, uma nova temporada poderia explorar partes que ainda não foram mostradas, criando espaço para histórias originais que complementem a segunda metade da obra. O ponto é que a própria estrutura da narrativa sugere que há “fôlego” para continuar.

Comparando com “O Diabo Veste Prada”, a lógica fica ainda mais interessante. O filme ganhou uma sequência após um longo intervalo, e a recepção crítica foi ainda mais positiva do que a do primeiro longa. Essa comparação ajuda a entender por que Smile Down the Runway seria um candidato natural a uma nova fase: o anime já provou que sabe equilibrar rivalidade, emoção e aprendizado, e ainda tem um caminho grande a percorrer.

Também existe um componente cultural: uma continuação poderia atualizar o olhar sobre tendências e aproximar ainda mais a história do que o público vê como “moda moderna”. Ao mesmo tempo, a série poderia manter o espírito que fez sucesso, retomando o tipo de energia que fez a sequência de O Diabo Veste Prada funcionar como retorno ao que o público gosta. Para quem quer assistir algo que combine drama, competição e bastidores do mundo fashion, Smile Down the Runway já é uma boa porta de entrada — e, se uma continuação vier, a chance de ver mais do universo seria ainda mais atraente.

No fim, a recomendação para fãs de O Diabo Veste Prada é simples: Smile Down the Runway entende que moda não é só sobre beleza. É sobre pressão, escolhas difíceis, hierarquias e, principalmente, sobre aprender a sobreviver sem perder a própria identidade. E isso, em qualquer formato — filme ou anime — continua sendo uma história que prende.


Confira mais novidades em nosso Portal de Notícias!


Fonte Principal

Comentários

Carregando...

Carregando comentários...