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Polêmica: Dragon Quest VII: Reimagined Sofre Críticas por Censurar Design Original de Aishe e Cortar Subtramas

Polêmica: Dragon Quest VII: Reimagined Sofre Críticas por Censurar Design Original de Aishe e Cortar Subtramas
Polêmica: Dragon Quest VII: Reimagined Sofre Críticas por Censurar Design Original de Aishe e Cortar Subtramas
Índice

O anúncio de Dragon Quest VII: Reimagined, previsto para fevereiro de 2026, gerou entusiasmo, mas também polêmica entre fãs de longa data da franquia. A Square Enix revelou que a nova versão contará com mudanças significativas no visual e na narrativa, incluindo a censura do design original de Aishe, criado por Akira Toriyama, e a substituição de algumas subtramas clássicas por “novos cenários”.

A notícia rapidamente movimentou fóruns, redes sociais e comunidades de jogadores, reacendendo debates sobre fidelidade artística, modernização de franquias clássicas e a prática recorrente da empresa de “adaptar” personagens femininas para públicos internacionais.

O Que Mudou em Aishe?

No jogo original de 1997 (Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past), Aishe — também conhecida como Aira na versão de 3DS — era retratada como uma guerreira-dançarina. Sua roupa, que misturava saia rasgada e trajes de dança, representava sua origem nômade e o equilíbrio entre fragilidade artística e força combativa.

Na versão Reimagined, porém, a personagem surge com um visual mais comportado, substituindo a tradicional saia e a parte inferior do traje por shorts vermelhos estilo ciclista.

Embora a mudança possa parecer pequena, ela gerou insatisfação entre os fãs. Para muitos, essa escolha apaga parte da identidade cultural e simbólica da personagem, além de seguir uma tendência já vista em outros títulos da franquia, como Dragon Quest III HD-2D Remake, que também recebeu críticas semelhantes.

Aparência original de Aishes, conforme retratada em Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past (1997), Square Enix
Aparência original de Aishes, conforme retratada em Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past (1997), Square Enix

Narrativa “Enxugada”: Adeus a Subtramas?

Outra grande alteração está na estrutura narrativa. O produtor Takeshi Ichikawa explicou que o jogo será contado em vinhetas interligadas por uma história central, tornando-o “mais dinâmico e acessível”.

Isso significa que algumas missões paralelas e subtramas consideradas irrelevantes foram removidas, dando lugar a novos cenários criados exclusivamente para a versão 2026.

Segundo Ichikawa:

“Nosso objetivo foi construir sobre as forças do jogo original, mas oferecer uma experiência mais envolvente e imersiva para jogadores modernos.”

Se por um lado a promessa é de maior fluidez, por outro, fãs veteranos temem perder justamente aquilo que tornava Dragon Quest VII especial: sua profundidade e riqueza de detalhes narrativos.

Aishe (Asami Imai) decide que se juntará ao Herói (Kouki Osuzu) em sua jornada em Dragon Quest VII Reimagined (2026), Square Enix
Aishe (Asami Imai) decide que se juntará ao Herói (Kouki Osuzu) em sua jornada em Dragon Quest VII Reimagined (2026), Square Enix

Entre Nostalgia e Modernização

Maribel (Aoi Yuuki), The Hero (Kouki Osuzu) e Kiefer (Mamoru Miyano) se preparam para falar sobre uma viagem ao passado em Dragon Quest VII Reimagined (2026), Square Enix
Maribel (Aoi Yuuki), The Hero (Kouki Osuzu) e Kiefer (Mamoru Miyano) se preparam para falar sobre uma viagem ao passado em Dragon Quest VII Reimagined (2026), Square Enix

Essa não é a primeira vez que a Square Enix revisita Dragon Quest VII. Em 2013, o RPG já havia ganhado um remake para Nintendo 3DS. Porém, a proposta atual é mais ousada:

  • Novo estilo visual artesanal, com cenários que lembram dioramas;
  • Mecânicas de batalha renovadas;
  • Recursos de qualidade de vida, para simplificar a progressão;
  • Disponibilidade multiplataforma: PS5, Xbox Series X, Nintendo Switch 2 e PC.

Para novos jogadores, essas mudanças podem facilitar o acesso a um clássico que, no original, chegava a durar mais de 100 horas. Já para os veteranos, o medo é que a essência do jogo se perca em meio a tantas reimaginações.

Reações da Comunidade

A recepção inicial foi mista. Enquanto parte do público celebrou a modernização gráfica e a promessa de uma experiência mais acessível, muitos fãs japoneses criticaram a censura do design de Aishe, enxergando isso como um desrespeito à obra de Akira Toriyama, falecido em 2024.

Nas redes sociais, frases como “Devem pedir desculpas no túmulo de Toriyama” se tornaram virais — um eco direto da polêmica envolvendo Dragon Quest III HD-2D.

Além disso, veteranos da franquia afirmam que cortar subtramas pode significar reduzir o impacto emocional da jornada, já que essas histórias secundárias eram fundamentais para a imersão no universo do jogo.

Aishe (Asami Imai) se prepara para celebrar o papel com uma de suas danças tradicionais em Dragon Quest VII Reimagined (2026), Square Enix
Aishe (Asami Imai) se prepara para celebrar o papel com uma de suas danças tradicionais em Dragon Quest VII Reimagined (2026), Square Enix

O Que Esperar?

Apesar das controvérsias, Dragon Quest VII: Reimagined chega com promessa de agradar tanto novatos quanto fãs antigos. A questão é: será que a Square Enix encontrará o equilíbrio entre modernização e fidelidade?

Com Aishe reformulada, narrativa reestruturada e novos cenários no lugar de clássicos, resta saber se os jogadores abraçarão a proposta ou continuarão cobrando maior respeito às raízes da franquia.

O certo é que, ao trazer mudanças em um título tão icônico, a Square Enix aposta alto — e arrisca enfrentar a ira dos fãs mais nostálgicos.


Dragon Quest VII: Reimagined tem lançamento marcado para 5 de fevereiro de 2026.


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Fonte: boundingintocomics

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